Fim de semana super divertido hein! Estudar, estudar, estudar... Mas nem de estudos foi meu fim de semana, foram de palavras também. Foram dos deuses do olimpo, foi a síndrome cult facilmente identificada por pessoas novas em menos de 5 minutos de conversa com a minha pessoa. Além de é claro, minha voz ter brigado comigo, e ter dado um tempo na minha relação com ela... Voz, querida, volta que eu preciso de você!
Mas se tivesse que definir meu fim de semana, seria como estado vegetativo, morto talvez ainda não. Brincando com mitologia grega ainda, meu fim de semana não chegou a ponto de entrar no Tártaro e bater um papo com Cronos, mas com certeza não foi para os Campos Elisius. Tá no Hades simplesmente.
Mas foi legal sair d"O Caminho do Poço das Lágrimas" e entrar n"O Mar de Monstros". Claro que são titulos de livros, e que valem super a pena serem lidos. Livros talvez me salvaram do completo estagio de eutanasia suplicante que minh'alma iria sofrer.
Ia postar um poema, mas era explicito demais, então...
"A Hora do Cansaço"
As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gosto acre.
Na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
(Carlos Drummond de Andrade)
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